gustavo woltmann psychology

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Em meu livro ‘“Consumindo a mim mesmo na anorexia: Uma viagem de ida e volta ao fundo do poço”, eu descrevo as ligações entre os eventos traumáticos e o desencadeamento dos distúrbios alimentares. Isto quando avaliado em uma pessoa com um histórico traumático de distúrbio alimentar pode-se obter uma compreensão mais detalhada do processo de cura.

O livro também relata os meus problemas vividos com a alimentação. Mesmo por definição não tendo um distúrbio alimentar, eu tinha uma alimentação excessiva por volta dos 30 anos, isso devido a um grande sofrimento pelo qual eu estava passando. Eu estava usando a comida como um meio de camuflar a dor sentida pela morte de meu pai. Ele morreu tragicamente em um acidente de ultraleve e o trauma do acontecimento foi algo que durou um longo período até que eu conseguisse superá-lo.

Quando estive no centro da minha compulsão alimentar, eu pode perceber o que estava acontecendo comigo. Eu usava a comida assim como um dependente químico usa a droga: para me esconder dos problemas e do fato de que não conseguia aceitar a morte de meu pai.

Depois de procurar auxílio com um amigo psicólogo, eu estava apto a compreender a morte de meu pai de uma maneira saudável e por consequência pude controlar os meus hábitos alimentares.

Meu livro mostra que pessoas com anorexia ou qualquer outro distúrbio alimentar nunca ficam completamente curados, assim como eventos trágicos em nosso passado nunca podem desaparecer por completo. É uma questão de enfrentamento e superação do sofrimento sem usar comida ou outros mecanismos negativos. Eu diria que eu agora tenho um relacionamento normal com a comida, apesar de ter que observar aquilo que eu como. Tenho aprendido como parar de usar a comida como se ela fosse uma muleta.

Gustavo Woltmann

A ‘’muleta’’ a que me refiro é um dos elos em comum em todas os distúrbios alimentares, assim como em outras doenças mentais. As pessoas que sofrem de Anorexia Nervosa em particular são consideradas perfeccionistas que controlam cada detalhe de suas vidas desde as coisas mais elementares.

A necessidade de controle vinculada a aquilo que me refiro em meu livro como ‘’O caos da tragédia’’ compõem a doença. Muitas vezes, pessoas que sofrem distúrbios alimentares estão desesperadamente se agarrando a algum aspecto de suas vidas que podem manipular de maneira fácil sempre quando tem algo tirado de si, ou quando ocorrem mudanças drásticas. Deste modo, por meio de privações, quantidades excessivas de exercício, contagem de calorias, excessos e purgações, elas podem conseguir algum senso de controle sobre suas vidas.

Você pode encontrar “Consumindo a mim mesmo na anorexia: Uma viagem de ida e volta ao fundo do poço” no site Amazon em várias livrarias espalhadas pelo Brasil.

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